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Diretoras reforçam compromisso do Governo de São Paulo com metas globais de desenvolvimento

Lideranças na Companhia Paulista de Projetos e na Artesp, Raquel França e Regina Rillo se destacam nos projetos de infraestrutura do programa de parcerias público-privadas do Estado

Fotos: Diretora da CPP, Raquel França Carneiro, e Diretora da Artesp, Regina Costa Rillo

Jovens mulheres vêm ganhando destaque por sua contribuição no planejamento, regulação e fiscalização de desafiadores projetos de infraestrutura de mobilidade e transportes, em propostas assumidas pela Secretaria de Parceria em Investimentos do Governo de São Paulo, ocupando cargos de destaque e avançando nas metas de diversidade e igualdade de gênero, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) recomendados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A frente de diretorias na Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), uma das principais agências reguladoras no âmbito estadual, e da Companhia Paulista de Projetos (CPP), que desde 2004 vem atuando na viabilização e análise de parcerias público-privadas, a engenheira Raquel França Carneiro e a advogada Regina Costa Rillo falam, no mês dedicado às mulheres, de seus desafios e conquistas no aperfeiçoamento dos modelos econômico e jurídico das concessões propostas e realizadas pelo governo do Estado.

Membro da equipe vencedora do Prêmio Rodovias Brasil 2023, pelo projeto iNovaDutra, a diretora de Assuntos Econômicos e Financeiros da CPP, Raquel França Carneiro, é um dos rostos jovens e cheios de energia na transformação dos projetos de infraestrutura e de concessões de rodovias paulistas, como o projeto do túnel imerso entre Santos e Guarujá, e outras sete concessões rodoviárias incluídas no Programa de Parcerias em Investimentos do Estado (PPI-SP).

Engenheira civil de formação, atenta às inovações em seu setor, ela sabe que o preparo técnico e as habilidades interpessoais são essenciais para assumir uma posição de liderança no planejamento e operação de transportes, desafio para as mulheres em uma área onde a predominância masculina ainda é evidente.

“Desde o início da minha jornada, reconheci a importância de aprofundar meus conhecimentos técnicos para ganhar o respeito e a credibilidade dos meus colegas de trabalho e superiores. À medida que avancei em minha carreira, ficou claro para mim que não bastava apenas ter habilidades técnicas na área, era fundamental aprimorar minhas habilidades interpessoais para liderar minha equipe de forma eficaz e alcançar resultados satisfatórios”, avalia Raquel.

Segundo a diretora, um equívoco comum é a crença de que, para ser uma líder em ambientes predominantemente masculinos, como na área de Engenharia, é necessário adotar um comportamento direto, rígido e inflexível. “Nos últimos anos, conheci mulheres extraordinárias tanto no setor público quanto no privado, liderando grandes projetos e empresas. Essas mulheres são exemplares e estão ajudando a transformar gradualmente o mercado de trabalho, abrindo espaço para uma maior inclusão e diversidade”.

Além de defender um aperfeiçoamento técnico e humanístico de peso para o exercício da liderança, Raquel destaca a importância das mulheres que a antecederam em posições estratégicas, e cita a ex-gerente de Sinalização e Segurança da Artesp, Cibele Alves, que foi a sua chefe durante sua carreira na agência. “Ela [Cibele Alves] demonstrou que é possível liderar uma equipe com base no respeito mútuo e no foco nos objetivos compartilhados, sem a necessidade de adotar uma postura estereotipada de liderança”, lembra.

Mulheres na Artesp

Atualmente, no quadro de diretores da Artesp temos o nome da diretora de Assuntos Institucionais, Regina Costa Rillo, que tem mais de dez anos de experiência como advogada na área de infraestrutura, com passagens pelo Ministério Público de São Paulo, onde atuou em diversos setores, incluindo rodovias, aeroportos e ferrovias.

A atual diretora da agência tem participação nas áreas de regulação, fiscalização e questões contratuais do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, responsável por 11,2 mil quilômetros de rodovias. O programa assegura um alto padrão de qualidade dos serviços oferecidos aos usuários, além dos investimentos em obras, manutenção e melhorias constantes nas rodovias paulistas.

“Sempre busco contribuir para o constante aperfeiçoamento dos projetos de infraestrutura no estado e na sua regulação, tendo como finalidade a sustentabilidade e melhoria dos serviços ofertados à população. Para isso, vejo como essencial a permanente atualização dos conhecimentos técnicos, seja por meio da ampliação da experiência ou pela busca da renovação e complementação da formação acadêmica”, explica a diretora.

Apesar dos desafios a serem superados nas conquistas femininas para ocupar mais espaços de decisão e liderança, Rillo vê mudanças importantes no mundo profissional nos últimos anos, com maior valorização das mulheres nos postos de lideranças nos setores público e privado, além da ampliação da participação feminina em fóruns e debates técnicos e acadêmicos.

A agência, por exemplo, já tem um histórico de mulheres à frente de cargos de diretoria, começando pela Christina Godoy (2002-2004) e Renata Dantas (2016-2020), todas ex-diretoras de Assuntos Institucionais, e a ex-diretora geral da Artesp, Karla Bertocco, entre os anos de 2011 e 2015.

Desafios

Sobre os avanços e dificuldades encontrados pelas profissionais que alcançam cargos de decisão, tanto Regina Rillo quanto Raquel França destacam a importância da formação profissional, de maneira continuada e em constante atualização, para o aumento da valorização do trabalho da mulher e alcance da igualdade de oportunidades e salários justos.

“Espero que eu também possa contribuir para abrir caminho para as próximas gerações de profissionais femininas na engenharia, inspirando-as a perseguir seus objetivos e superar qualquer obstáculo que possa surgir em seu caminho”, reflete a diretora Raquel.

Já a diretora da Artesp deixa um recado às novas gerações: “eu falaria para investir em qualificação e capacitação, que são premissas às possibilidades de ascensão. E espero presenciar um constante aumento da presença feminina em posições de destaque e liderança”.

Além disso, Rillo destaca que a representatividade é um fator relevante para endossar a igualdade profissional, além da importância de valorizar iniciativas que visam nivelar os desafios enfrentados pelas mulheres ao longo da vida profissional, como a maternidade.

“Notadamente, destaco as iniciativas para ampliar e valorizar a licença maternidade, permitindo e normalizando a compatibilização da maternidade com o lado profissional. A escolha pela maternidade não deve significar um sacrifício à possibilidade de crescimento profissional, e vice-versa”, defende.

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