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Projeto Nova Raposo contará com vias marginais para atender munícipes sem a necessidade de pagamento de cobrança de tarifa

Implantação dos pórticos do sistema free flow acontecerá após a conclusão das obras, prevista para 2032

Cidades da Região Metropolitana de São Paulo serão beneficiadas com a concessão rodoviária do projeto Lote Nova Raposo. O objetivo é melhorar o tráfego local e intercidades da Grande São Paulo, com soluções voltadas para resolver os gargalos no trecho urbano da Raposo Tavares, priorizando a segurança e reduzindo os acidentes rodoviários na região do Butantã, além de otimizar o fluxo em Alto de Pinheiros.

Além de beneficiar a circulação na zona Oeste da Capital, o lote Nova Raposo facilitará o deslocamento para outras cidades da Grande São Paulo. Prosseguindo no sentido Cotia, serão implementados 48 quilômetros de marginais contínuas. Nelas, os munícipes poderão circular normalmente sem a necessidade do pagamento de tarifa nos pedágios free flow. Da mesma forma, com a implantação das marginais, os motoristas que circulam dentro das cidades não precisarão mais acessar as vias expressas, reduzindo assim o número de veículos que trafegam atualmente pela Raposo Tavares.

A implantação dos pórticos do sistema free flow ocorrerá somente após a conclusão das obras, previsto para o 8º ano após a assinatura do contrato, e as tarifas serão cobradas de forma justa, apenas por quilômetro percorrido, dos motoristas que acessarem as vias expressas.

Para melhorar a mobilidade, haverá ainda uma quarta faixa na pista até Vargem Grande, além de novas alças na avenida da Escola Politécnica, na rua Sylvio Lagreca e Avenida São Camilo, com retorno antes e depois do dispositivo. Na Castelo Branco também serão instaladas novas alças, inclusive para Osasco.

Outras medidas do projeto Nova Raposo será a construção de túnel entre o final da Raposo e a avenida Francisco Morato, eliminando o tráfego na região do Butantã e diversos semáforos. A passagem subterrânea ficará abaixo da Rua Sapetuba, que passará por inversão do sentido, assim como a Rua Reação. Essas medidas, somadas à ampliação da alça da Rua Alvarenga, permitirão a eliminação de semáforos tanto na Sapetuba quanto na Rua MMDC, por exemplo.

A Marginal Pinheiros ganhará três novos viadutos que ampliarão a conexão com os bairros Butantã e Pinheiros. Dois deles serão paralelos aos atuais Eusébio Matoso e Bernardo Goldfarb. Um dos objetivos é conectar a Castelo nas Marginais na ponte da Eusébio, absorvendo o fluxo não oriundo da Raposo. A área terá redirecionamento do tráfego, inclusive com inversão de sentido na praça Oliveira Penteado.

Outro viaduto vai interligar as avenidas Valentim Gentil e Antônio Batuira e, assim, acabar com a mão inglesa atualmente existente no percurso da avenida Valentim Gentil até o viaduto Cidade Universitária. Nesse caso, haverá o fechamento de acesso e inversão de sentido na avenida Magalhães de Castro.

Conexão com cidades vizinhas

O lote Nova Raposo prevê um corredor integrado na região Metropolitana de São Paulo para reduzir congestionamentos nas principais rodovias que ligam a Capital às cidades próximas, como o Rodoanel Oeste, Régis Bittencourt, Raposo Tavares e Castelo Branco. As rotas alternativas integram o lote Nova Raposo, que será concedido à iniciativa privada até o primeiro semestre de 2025.

Com investimento total de R$ 9 bilhões em obras, as intervenções vão aliar a expansão da malha viária e a redução da tarifa, com a transição dos pedágios para soluções mais modernas e ágeis.

As principais intervenções incluem a construção as marginais contínuas e quarta faixa até Cotia e a requalificação e construção de 19 interseções. Para o trecho urbano entre Embu das Artes e Cotia e a SP-29 estão previstos 20 quilômetros de duplicação, desafogando especialmente o Rodoanel Oeste.

Já a rodovia Castelo Branco (SP-280) ganhará 22 quilômetros de faixas adicionais, que poderão ajudar a mitigar o congestionamento usual no entroncamento com a Granja Viana e chegada à São Paulo. A quarta faixa vai até Araçariguama, ligando também a São Roque com outros 10 quilômetros na SPA 53/280, onde também será implantada uma passarela.

Participação da sociedade

Foram realizadas uma consulta e duas audiências públicas no período de 15 de março a 16 de abril. Uma das audiências foi realizada em formato híbrido (virtual e presencial), com o objetivo de promover a participação do maior número de pessoas. As contribuições recebidas serão cuidadosamente analisadas, e aquelas relevantes para a melhoria do projeto serão consideradas. Além disso, o Governo de São Paulo está aberto ao diálogo com representantes e a comunidade da região da zona oeste, mesmo após o encerramento da consulta, para aperfeiçoar o projeto.

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